Integração Prática e Casos de Uso
Esta secção apresenta o roteiro recomendado para colocar o módulo Crypto em produção e detalha cenários reais de aplicação no ecossistema de pagamentos, ilustrando a sequência exata de chamadas de API .
Fluxo de Integração Recomendado
As cinco etapas abaixo cobrem o ciclo de vida completo da integração da sua aplicação cliente ao módulo PayShield Crypto, desde o setup até à monitorização em produção .
1. Provisionamento e Setup
Solicite à equipa da First Tech a criação do seu
client_ide o cadastro das chaves criptográficas necessárias .Armazene os
keyIdrecebidos de forma segura nas configurações da sua aplicação.Defina, em conjunto com o seu time de segurança, os modos de operação (
modeEncFlag) adequados para cada caso de uso.
2. Gestão de Autenticação
Obtenha o token Bearer junto ao serviço Auth0 da First Tech .
Implemente cache do token: Respeite o Time-To-Live (TTL) fornecido.
Renovação proativa: Implemente a renovação do token antes da sua expiração para evitar picos de erros
401em transações críticas.
3. Operação Padrão
Construa o payload da requisição com atenção redobrada aos campos de dados (lembre-se:
p_ht_datapara cifragem/MAC ep_h_datapara decifragem) .Configure timeouts HTTP adequados ao seu caso de uso (mais curtos para tráfego transacional online, mais longos para processamento batch).
Analise sempre o
retCodeno envelope de resposta antes de validar a flagretValid.
4. Tratamento de Erros e Resiliência
Erros
4xx: Geralmente indicam problemas estruturais na requisição (ex.: payload inválido, chave incorreta). Não aplique retry cego sem corrigir a origem do problema .Erros
5xx: Podem representar falhas transitórias do serviço ou de rede. Implemente políticas de retry com backoff exponencial e jitter .Regra de Segurança: Registe nos logs os campos
retCodeeretDesc, mas nunca imprima o conteúdo em claro dep_ht_dataou os retornos criptografados.
5. Observabilidade em Produção
Métricas Mínimas: Monitorize a taxa de chamadas por endpoint, a latência nos percentis
p50/p95/p99, e a volumetria de erros agrupada porretCode.Alertas: Configure alarmes para desvios de SLA (latência), incrementos súbitos do
retCode 155(Chave não encontrada) ou respostas401persistentes.
Casos de Uso Reais da Indústria
Cenário 1: Tokenização de PAN para Armazenamento
Desafio: Uma aplicação necessita de armazenar números de cartão (PAN) em base de dados própria, mantendo o dado cifrado em repouso e garantindo que as chaves não fiquem na posse da própria aplicação .
Sequência de Operações:
Ingestão: A aplicação recebe o PAN em claro via canal seguro (TLS) .
Cifragem: A API do cliente consome o endpoint
EncryptData(modo CBC ou ECB) .Retorno Seguro: O Hop devolve o PAN cifrado e o IV utilizado. Imediatamente, a API descarta o PAN em claro da memória .
Persistência: O PAN cifrado, o IV e o
keyIdsão armazenados na base de dados .Recuperação: Ao necessitar do dado (ex.: autorização), a base de dados fornece a cifra e o IV à API .
Decifragem: A API consome o endpoint
DecryptData.Entrega: O Hop devolve o PAN em claro, que é entregue à aplicação final e descartado da memória após o uso .
Cenário 2: Proteção de Campo Sensível em Mensagem ISO 8583
Desafio: Um host adquirente recebe mensagens transacionais (ISO 8583) de um POS contendo campos sensíveis cifrados com chave de sessão. O host precisa de os decifrar e re-cifrar com chave de zona antes de encaminhar à bandeira.
Sequência de Operações:
Origem: O POS envia a mensagem ISO 8583 com o campo sensível cifrado .
Decifragem Transitória: O host adquirente extrai o campo e consome o
DecryptDatano Hop (modo CBC) .Tratamento: O Hop devolve o dado em claro. O host valida o conteúdo (ex.: formato, expiração do cartão) .
Re-cifragem (Roteamento): O host consome novamente o
EncryptData, desta vez aplicando a chave ZPK específica para a bandeira ou emissor .Finalização: A autorização retorna do emissor e é devolvida ao POS .
Cenário 3: Migração de Base com Rotação de Chaves
Desafio: Troca programada da chave criptográfica de uma base inteira de dados para cumprir exigências de conformidade (PCI DSS). A operação é feita em batch .
Sequência de Operações:
Leitura: O Job lê um lote de
Nregistos cifrados e os seus respetivos IVs da base antiga .Decifragem em Massa: O Job invoca o
SuperDecryptDatareferenciando a chave antiga .Memória Volátil: O Hop devolve a lista de dados em claro. Estes dados são mantidos apenas em memória e não são guardados em ficheiros intermediários .
Re-cifragem Individual: O Job itera sobre cada registo invocando
EncryptDatacom okeyIdda nova chave .Recepção: O Hop devolve o novo conteúdo cifrado e o novo IV .
Persistência Atualizada: O Job grava o registo na base de dados utilizando o novo
keyIde IV .
Cenário 4: MAC Multi-bloco em Comunicação Host-to-Host
Desafio: Envio de ficheiros de remessa ou mensagens muito longas entre dois hosts que precisam de ser autenticados com um único MAC, exigindo o particionamento do ficheiro em blocos suportáveis .
Sequência de Operações:
Primeiro Bloco: O Host de origem invoca
GenerateMaccommacModeFlag = 1no primeiro segmento .IV Intermediário: O Hop devolve um IV parcial para encadeamento .
Blocos Intermediários: O Host itera sobre o ficheiro invocando
GenerateMaccommacModeFlag = 2, alimentando-o com o IV recebido na etapa anterior .Bloco Final: O Host invoca
GenerateMaccommacModeFlag = 3com o segmento final. O Hop devolve o MAC definitivo .Transmissão: A mensagem completa e o MAC são enviados ao destino .
Validação Rigorosa: O Host de destino reproduz o particionamento exato e invoca o
ValidateMac(com flags 1, 2 e 3). O Hop devolveretValid: truese o ficheiro estiver intacto .
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